Altos perigoso, mas com brechas para o Santa Cruz

O Altos chega para o confronto contra o Santa Cruz na Arena de Pernambuco, pelas oitavas de final da Série D, em um momento de grande confiança e com um desempenho ofensivo expressivo.

A equipe piauiense, conhecida como Jacaré, tem se destacado na competição e representa um desafio tático considerável para o time coral. Nesta matéria, fizemos uma análise dos pontos fortes do adversário.

Desempenho do Altos

O time comandado pelo técnico Jerson Testoni vive um excelente momento na competição. Na primeira fase da Série D, o Altos garantiu a classificação de forma antecipada e como líder isolado do Grupo A2, somando 26 pontos, com sete vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas.

Na fase de mata-mata, a equipe piauiense não tomou conhecimento do Independência-AC, aplicando um placar agregado de 8 a 2 e assegurando sua vaga nas oitavas de final. Apesar do placar elástico, é preciso considerar a inferioridade técnica da equipe do Acre.

Foto: Samuel Pereira

É importante destacar que o Altos foi o único time a se manter invicto por um longo período entre as quatro séries do Campeonato Brasileiro em 2025.

O Altos costuma atuar no sistema 4-2-3-1. Diferente de adversários que priorizam um jogo mais direto, como o próprio Sergipe, que tem uma transição mais rápida, a equipe piauiense gosta de manter a posse de bola e construir as jogadas de forma cadenciada.

Foto: Samuel Pereira

O time busca envolver o adversário com tabelas pelos lados do campo e arremates de fora da área. A bola aérea é um ponto forte, principalmente em faltas e cobranças de escanteio; porém, com a bola rolando, a equipe não utiliza tanto essa arma, devido à baixa estatura de grande parte dos atletas do setor ofensivo.

Para a Série D, o Altos fez reforços importantes que fortaleceram o lado esquerdo defensivo, com a chegada do zagueiro canhoto Anderson Sobral e do lateral-esquerdo Arturzinho. Essa solidez permite que a equipe tenha segurança para propor o jogo.

Jogadores-chave

O ataque do Altos merece atenção especial. Os principais destaques ofensivos são:

Júnior Mandacaru: artilheiro da equipe na Série D, com oito gols marcados. Sua presença é um fator de preocupação constante para as defesas adversárias. Deve retornar ao time contra o Santa Cruz após se recuperar de lesão.

Macário: outro atacante em grande fase. Ele marcou um “hat-trick” na última partida contra o Independência-AC. Sua movimentação na área e capacidade de finalização o tornam uma peça perigosa.

Na defesa, o capitão Leandro Amorim é referência na zaga, ao lado de Anderson Sobral.

Aspectos que o Santa Cruz pode aproveitar

Foto: Evelyn Victoria

Mesmo vivendo um grande momento na Série D, a equipe do Altos também apresenta algumas deficiências. Apesar de ser muito forte atuando em casa, na última rodada da fase de grupos o time foi derrotado no Lindolfo Monteiro, pelo Maranhão (pior campanha geral dos classificados para as oitavas).

O estilo de jogo mais cadenciado do adversário pode favorecer o esquema tático de Marcelo Cabo, já que o Santa Cruz tem uma equipe mais forte fisicamente.

Foto: Evelyn Victoria

As jogadas de bola parada podem ser uma vantagem. Durante a série D, uma das críticas ao time tricolor sempre foi a falta de repertório e efetividade nos lances ofensivos em cruzamentos originados de faltas, escanteios e bola rolando. No último duelo diante do Sergipe, a equipe tricolor se utilizou mais desse fundamento e conseguiu balançar as redes. Contra uma equipe mais baixa em estatura, como é o Altos, isso pode ser uma vantagem se for utilizado da melhor maneira.

Outro fator que pode fazer a diferença é o mando de campo. Assim como no duelo contra o Sergipe, a torcida tricolor promete lotar a Arena de Pernambuco, mesmo com o jogo ocorrendo na segunda-feira. Mais de 20 mil ingressos já foram adquiridos de forma antecipada até o fechamento dessa matéria.

A equipe do Altos não está acostumada a jogar em um clima assim. Para se ter uma ideia, a média de público do time piauiense jogando em casa é de apenas 175 torcedores por partida. Jogar com o apoio da torcida pode ser fundamental para criar um clima hostil para a equipe adversária.

Descrição: Estádio Lindolfo Monteiro/ Foto: Raisa Martins

No jogo de volta, essa situação também representa uma vantagem para o Santa Cruz, já que é bem provável que haja um equilíbrio entre o número de torcedores do Altos e da torcida visitante da Cobra Coral.

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