Claudinei explica adaptação ao gramado e critérios para escolha de jogadores

Créditos: TV Coral

Em entrevista coletiva após a vitória contra o Itabaiana na Arena de Pernambuco, o técnico Claudinei Oliveira explicou as decisões que levaram ao resultado positivo e comentou sobre a gestão do grupo em meio a dificuldades climáticas e administrativas. O treinador destacou que a postura dos jogadores foi determinante para superar os obstáculos do confronto.

Adaptação ao gramado e estratégia

O técnico afirmou que as condições do campo, prejudicadas pela chuva, impediram a execução de um plano tático convencional. Segundo Claudinei, a equipe precisou adotar uma postura mais direta, focada em disputas físicas e posicionamento dentro da área adversária.

“Não teve tática, teve estratégia. No primeiro tempo tivemos dificuldade com o campo, então colocamos dois ‘noves’ ali porque estrategicamente a bola ia estar mais perto da área. Era um jogo de primeira e segunda bola”, analisou.

Gestão de elenco e critérios de escolha

Foto: Evelyn Victoria

Com um grupo numeroso, atualmente com 37 jogadores, Claudinei abordou os critérios para a relação dos atletas. Alguns nomes conhecidos da torcida sequer foram relacionados para o duelo, como foi o caso de William Jr e Matheus Vinícius.

O comandante tricolor reforçou que as escolhas são baseadas no desempenho semanal nos treinamentos e nas necessidades específicas de cada adversário, negando qualquer tipo de afastamento de jogadores que ficaram fora do banco.

“Podemos levar 23 para o jogo. Alguns vão estar de fora, é normal pela quantidade de atletas, mas nenhum está sendo deixado de lado. Eu tenho que dar atenção para todos”, afirmou.

Blindagem

Foto: Evelyn Victoria

Questionado sobre atrasos salariais e questões burocráticas do clube com relação a SAF, o treinador ressaltou o papel da diretoria em isolar os jogadores desses problemas. Ele elogiou a postura do elenco em não utilizar fatores externos como justificativa para o rendimento em campo.

“Era muito fácil o atleta não se entregar e falar que o campo está ruim ou o salário está atrasado. Isso é arrumar muleta para não conquistar o objetivo. A gente tem que conquistar o objetivo e depois brigar pelas outras coisas”, declarou.

Relação com a torcida e empenho dos jogadores

Foto: Evelyn Victoria

O treinador encerrou a coletiva valorizando o apoio dos torcedores e a identificação das arquibancadas com o esforço demonstrado pelos atletas em campo. Para ele, a entrega física compensou as limitações técnicas impostas pelo gramado.

“O torcedor que veio na Arena se sentiu representado. Cada jogador se doou ao máximo, deram carrinho, cabecearam, disputaram, se jogaram na lama. Tecnicamente não foi brilhante, mas o torcedor sentiu que houve dedicação”, concluiu Claudinei Oliveira.

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