Claudinei Oliveira assume o Santa Cruz com foco em resultados: “Não quero fazer bonito, quero ganhar jogo”

Foto: ASCOM/Santa Cruz

O técnico Claudinei Oliveira foi apresentado oficialmente pelo Santa Cruz nesta sexta-feira(27), no estádio do Arruda. Acompanhado pelo auxiliar César Lucena, o treinador assume o cargo com a missão de comandar a equipe na Copa do Brasil e na Série C do Campeonato Brasileiro.

Em suas primeiras palavras, Oliveira destacou a consciência sobre a pressão do cargo e a importância histórica da instituição. “A gente sabe o tamanho do clube, o tamanho da torcida. O tamanho do estádio mostra o tamanho da torcida, porque para lotar esse estádio aqui não é pouca gente”, afirmou.

Estreia na Copa do Brasil

Foto: ASCOM/Santa Cruz

Com apenas seis dias de trabalho antes da decisão contra o Sousa pela Copa do Brasil, no dia 5 de março, o treinador descartou mudanças drásticas. Segundo ele, a prioridade é a estabilidade financeira que a classificação proporciona ao clube.

“O caminho mais fácil para errar é querer mudar tudo. Não dá para eu querer dar a ‘minha cara’ para o time em cinco ou seis sessões de treino”, explicou o técnico, que pretende manter a base do que vinha atuando.

“Temos que ser humildes para olhar o adversário. O Santa Cruz tem uma história maior, mas se não entendermos os pontos fortes do Sousa, teremos dificuldade”.

Filosofia de jogo: “Futebol não é tese de mestrado”

Foto: ASCOM/Santa Cruz

Sobre o estilo tático, Claudinei Oliveira adotou um tom pragmático, priorizando a eficiência sobre a estética. O treinador foi enfático ao dizer que sua preocupação principal é a vitória, independentemente da plasticidade do jogo.

“Futebol não é tese de mestrado. Eu não quero fazer bonito, eu quero ganhar jogo. Se para ganhar eu tiver que usar três centroavantes ou três volantes, eu vou usar”, declarou.

O treinador reforçou que a posse de bola não será tratada como um objetivo primordial. “Não adianta entregar um futebol bonito que não dê resultado. Se eu tiver que ganhar dando chutão para frente ou em bola parada, eu vou buscar esse caminho. O torcedor quer ir para casa feliz com a vitória”, pontuou.

Planejamento do elenco e perfil para a Série C

Ao avaliar o grupo atual, o técnico identificou a necessidade de jogadores com maior velocidade para as extremidades do campo, mas ressaltou que todos os atletas serão reavaliados no dia a dia.

“Pelos jogos que vi, a equipe não fez jogos ruins, mas falta velocidade pelos lados. Qualificar o elenco não quer dizer desqualificar quem já está aqui”, comentou.

Para a disputa da Série C, Claudinei projetou uma competição de alto nível físico. “É um jogo de muita competitividade, muito mais físico do que técnico. Temos que trazer atletas com esse perfil para competir. O Santa Cruz está abaixo de onde deveria estar e nosso trabalho é colocá-lo onde merece”, concluiu.

Estrutura e o “Ano Zero” da SAF

Sobre a transição para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o treinador comparou a fase atual do clube a um recomeço estrutural.

“Não é o primeiro ano da SAF, é o ano zero. É difícil estar tudo arrumadinho agora, é preciso paciência”. Claudinei citou experiências anteriores em categorias de base para reforçar que limitações físicas não impedirão o desempenho: “O esforço não pode ser menor que o objetivo. Já treinei time em praia por falta de campo e fomos campeões. Não vou olhar para a estrutura, vou olhar para a grandeza do clube”.

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