
Leandro Sena analisou a intensa e desafiadora temporada de 2025 à frente do Central. O treinador, que comandou uma reconstrução na equipe após o rebaixamento no estadual, detalhou o processo de montagem do elenco, analisou os fatores cruciais para a eliminação na Série D e deixou uma mensagem de otimismo para o futuro da Patativa.
O trabalho, iniciado a apenas 45 dias da estreia na competição nacional, foi um dos pontos altos da conversa em sua participação no podcast “Homem em Campo”. Sena explicou como, junto à diretoria, mapeou o mercado em busca de atletas com o perfil da Série D.
“A gente foi traçando o perfil que a gente queria: jogadores competitivos, que conhecessem a competição, e alguns jogadores remanescentes do estadual, mas que tinham trabalhado comigo”, relatou.

A campanha, que incluiu uma invencibilidade de 11 jogos e a quebra de um tabu de 14 anos sem vencer o Santa Cruz em Recife, empolgou os torcedores.
No entanto, no momento decisivo, o sonho do acesso foi interrompido. O Central não conseguiu avançar nas oitavas de finais diante do Maranhão, após perder no jogo de ida por 1 a 0 e empatar no Lacerdão por 0 a 0.
Para Sena, o fator determinante no mata-mata contra o time maranhense foi a perda da principal virtude do time ao longo da competição: a consistência defensiva.
“O primeiro de tudo, eu acho que a gente vinha num caminho muito bom: a solidez defensiva. A solidez defensiva na Série D é fundamental. Foram 14 jogos, tomou apenas sete gols. Nos dois jogos mata-mata, a gente tomou quatro. Então, isso fez a diferença”, analisou.
Questionado sobre decisões táticas, como a escalação de Didira no jogo de volta, Sena foi enfático ao justificar a escolha pela bagagem do atleta.
“A gente acreditava que nesse jogo decisivo a gente precisaria da experiência do Didira, né? Da bola chegar e não queimar no pé dele e fazer funcionar o nosso ataque”, explicou.
Um futuro de esperança para o Central

Apesar da frustração final, o sentimento deixado pelo trabalho foi acima das expectativas para o início da competição, já que a Patativa vinha de péssimos resultados no estadual, resultando no rebaixamento para a Série A2. Leandro Sena se mostrou orgulhoso por ter trazido de volta para a cidade o sentimento de pertencimento ao time.
“A gente conseguiu resgatar a autoestima do torcedor do Central de Caruaru”, afirmou.
Com contrato finalizado, seu futuro na Patativa é incerto e depende das competições que o clube disputará em 2026. Apesar de ter sido rebaixado esse ano no campeonato pernambucano, o Central tenta na justiça, reverter a situação, alegando que apenas dois times devem ser rebaixados conforme foi decidido na reunião arbitral e não três (o que livraria o clube do rebaixamento).
A mensagem final de Leandro Sena foi de esperança, ele torce e acredita no potencial do Central em se estabelecer de vez no cenário nacional.
“O Central, pela história, pela torcida que tem, pelo povo que gosta muito de futebol, ele tem que puxar a fila. Eu espero que o Central almeje aí coisas maiores dentro do futebol brasileiro e alcance esse tão sonhado acesso”, concluiu.










