
O que era para ser um recomeço virou a continuação de um pesadelo. Após duas semanas de treinos intensos, o Náutico reencontrou sua torcida neste domingo (22), mas não entregou o futebol esperado. Com uma atuação apática e prejudicada por uma expulsão precoce, o Timbu foi derrotado pelo Criciúma por 1 a 0, sob um coro de vaias que ecoou pelos Aflitos.
O “Fator Paulo Sérgio” e a falta de pontaria
A tarde já começou conturbada nos bastidores. O artilheiro Paulo Sérgio, envolvido em negociações com o Cuiabá e imbróglios salariais, ficou fora da lista de Hélio dos Anjos. Sem sua principal referência, o técnico improvisou Vinícius centralizado, mas a aposta não rendeu frutos.
O castigo veio rápido. Logo aos seis minutos, a defesa alvirrubra assistiu Marcelo Hermes cruzar com precisão para Waguininho, que cabeceou firme para abrir o placar. O gol cedo desestabilizou o time pernambucano, que só assustou o goleiro Alisson aos 41 minutos, em um chute de longa distância de Wenderson.
VAR e o Balde de Água Fria

Na tentativa de mudar o destino da partida, Hélio promoveu as entradas de Betão e Léo Jance no intervalo. No entanto, o plano de reação durou apenas dois minutos.
O lance crucial: O volante Samuel atingiu Marcinho em uma entrada temerária. A decisão inicialmente foi pela punição com amarelo, mas o jogador viu a cor do cartão mudar para vermelho após a revisão do VAR.
Com um homem a menos, o Náutico se tornou um time entregue. O Criciúma, experiente, gastou o relógio e quase ampliou com Diego Gonçalves, que desperdiçou uma chance clara de cabeça. Para os 7.442 torcedores presentes, restou apenas o protesto nas arquibancadas após o apito final.










