
O tênis brasileiro voltou a celebrar uma vitória na chave principal do Masters 1000 de Monte Carlo após um jejum de 14 anos. O responsável pelo feito foi João Fonseca, que com uma boa exibição, superou o canadense Gabriel Diallo (atual 36º do ranking) por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/3.
A última vez que um tenista do Brasil havia vencido no saibro de Mônaco foi em 2012, quando Thomaz Bellucci derrotou David Ferrer. Com o resultado de hoje, Fonseca não apenas avança no torneio, mas confirma sua ascensão no circuito.
Potência e resiliência no saibro
Desde os primeiros minutos, Fonseca impôs um ritmo agressivo, utilizando golpes profundos que acuaram Diallo. O canadense, por sua vez, demonstrou fragilidade nas devoluções e acumulou duplas faltas em momentos cruciais.
No primeiro set, o equilíbrio durou pouco. Após o 1 a 1, o brasileiro engatou uma sequência de quebras, aproveitando-se do excesso de erros do adversário para fechar em confortáveis 6/2.
O segundo set trouxe um desafio maior. Diallo chegou a esboçar uma reação ao abrir 3 a 1, aproveitando uma breve oscilação de João. Contudo, a resposta do brasileiro foi imediata: com frieza técnica, ele retomou o controle dos ralis, venceu quatro games seguidos e selou a vitória com autoridade no serviço final do rival.
O retrospecto e o próximo passo
Este foi o primeiro encontro entre os dois em torneios de nível ATP. Antes disso, haviam se enfrentado duas vezes pela série Challenger em 2024, com uma vitória para cada lado. O triunfo de hoje serve como um “desempate” de peso em um dos cenários mais tradicionais do tênis mundial.
Próximo confronto
Na segunda rodada, João Fonseca terá pela frente o francês Arthur Rinderknech. O europeu chega para o duelo após uma vitória contundente sobre o russo Karen Khachanov, também por 2 sets a 0. Expectativa de um jogo físico e de alto nível técnico nas quadras de Mônaco.










