Opinião: Seleção Brasileira não vai avançar na Copa América se continuar com pensamento de inferioridade

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

A seleção brasileira conseguiu confirmar a classificação para a próxima fase da Copa América, mas o sentimento dos torcedores é de eliminação após o duelo de ontem(2), contra a Colômbia. O empate por 1 a 1 poderia muito bem ter se transformado em derrota, se a seleção colombiana aproveitasse as oportunidades criadas principalmente na segunda etapa.

A verdade é que após a partida de ontem, o torcedor teve uma ideia bem clara de como está o estágio de evolução de trabalho do técnico Dorival Júnior e convenhamos: está muito abaixo do nível ideal para uma seleção brasileira. Apesar disso, é necessário que o torcedor entenda que ainda é um inicio de metodologia.

Dorival tem apenas 7 jogos a frente da equipe e é muito difícil criar uma identidade com tão poucas partidas. Mas incomoda sim a falta de repertório do time, diante de uma Colômbia que até anos atrás era tida como segunda “pratileira” do futebol sulamericano.

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

O Brasil não enfrentou uma equipe repleta de craques dos times europeus, mas um time em que grande parte dos seus titulares jogam no futebol da América do Sul, especificamente no Brasileirão, como é o caso do meio de campo formado por James Rodriguez (São Paulo), Árias (Fluminense) e Richard Ríos (Palmeiras). 

Seleção Brasileira tem que parar de se inferiorizar 

O Brasil precisa de um “restart” porque agora é fase de mata-mata e irá enfrentar uma seleção forte e entrosada, mas que não é nenhum “bixo papão”. Me incomoda bastante alguns comentários por parte da imprensa e dos próprios jogadores da seleção com relação ao que podem apresentar diante de seleções mais fortes da América do Sul.

Por que é necessário refletir sobre isso? Você já deve ter escutado aquela famosa frase: “o medo de perder tira a vontade de ganhar” e é verdade. No papel, o Brasil continua sendo a melhor equipe da América do Sul, inclusive da Argentina. Nossa equipe titular tem jogadores que atuam nos maiores clubes europeus: Real Madrid, Barcelona, Liverpool.

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Não tem motivo para ter esse medo “exacerbado” de nenhuma equipe sulamericana, é preciso manter os pés no chão e saber que em termos coletivos, o Brasil está abaixo de Uruguai, Colômbia e Argentina. Mas em questão de qualidade, no que cada treinador pode extrair individualmente do atleta, nós continuamos sendo os mais fortes dessa Copa América.

Por isso, para o duelo decisivo contra o Uruguai, o técnico Dorival precisa montar uma estratégia inteligente para não se expor demais e potencializar as principais peças individuais, já que o coletivo não está no mesmo nível do adversário.

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