Presidente da CBF descarta Série E, indica mudança na Série D e defende Estaduais: “Essenciais”

Créditos: CBF

O presidente da CBF, Samir Xaud, falou nesta terça-feira(19) em entrevista ao SporTV sobre a mudança que a entidade pretende ter com relação aos estaduais dos próximos anos. Segundo o mandatário, existe a possibilidade de haver uma flexibilização de calendário para diminuir a quantidade de jogos dos clubes no primeiro semestre.

“Estamos em diálogo constante com os clubes e buscando as melhores soluções para ajustar as datas e minimizar o desgaste dos atletas.”, comentou Xaud.

Apesar de se mostrar aberto ao diálogo e aos pedidos dos clubes, especialmente das séries A e B, com relação a um estadual mais curto, Xaud enfatizou a importância dos campeonatos estaduais para o fortalecimento do futebol nacional, surgimento de novos atletas e até a economia das regiões.

“O calendário será cumprido. Temos o compromisso com as federações e os clubes de realizar todas as competições previstas, incluindo os campeonatos estaduais, que são essenciais para o futebol brasileiro. Os estaduais são a base do nosso futebol, revelam jogadores e movimentam a economia de diversas cidades. Não podemos abrir mão deles”, explicou.

Séries D e E

Outro tema que ganhou força desde a saída de Ednaldo Rodrigues e a chegada de Samir Xaud foi um possível acréscimo de divisão no futebol brasileiro, especificamente a Série E. A ideia é justamente dar mais calendário para os clubes que encerram suas atividades ainda no primeiro semestre após o fim dos estaduais. Segundo o presidente da entidade, essa ideia atualmente está descartada.

“Em nenhuma fala minha eu falei sobre Série E. As Séries C e D são pagas integralmente pela CBF. Não estou pensando em Série E no momento”, frisou.

A Série E não deve ser implementada nos próximos anos, mas segundo o presidente da CBF, a 4 divisão deve passar por mudanças que incluem o aumento no número de participantes, contemplando justamente os clubes que ficam sem jogar durante o segundo semestre do ano.

“Estamos pensando em fazer algo que beneficie os clubes”, disse.

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