Presidente garante que SAF do Santa Cruz é irreversível, mas Arruda vira ponto de discussão

Bruno Rodrigues; o presidente do Conselho Deliberativo, Victor Pessoa de Melo; o presidente do Patrimonial, Adriano Lucena; e o novo presidente da Comissão Fiscal, Manoel Júnior

O presidente do Santa Cruz, Bruno Rodrigues, voltou a se pronunciar nesta sexta-feira (11) sobre a criação da SAF no clube. Segundo ele, o processo está em andamento e é irreversível, mesmo com algumas discussões internas envolvendo o futuro do Estádio do Arruda.

Durante entrevista ao GE, Bruno afirmou que nenhum setor do clube é contra a SAF em si, mas que existem questionamentos sobre a forma como o estádio será integrado à nova estrutura. “O que se discute é o Arruda. A SAF vai sair. Isso é irreversível”, garantiu o dirigente.

A declaração veio após a renúncia do presidente do Conselho Fiscal, Bartolomeu Bueno, que alegou ameaças e clima hostil durante o processo de avaliação. Apesar disso, a diretoria afirma que o cronograma segue como planejado e que os próximos passos continuam sendo preparados nos bastidores.

Um dos pontos de debate envolve a possibilidade de o estádio ser repassado à SAF por meio de comodato ou outra forma de cessão, já que o Arruda é oficialmente propriedade da Prefeitura do Recife.

A proposta atual da Cobra Coral — empresa criada para gerir a SAF — prevê investimentos pesados no clube e uso exclusivo do Arruda por até 100 anos. O valor total previsto é de R$ 1 bilhão ao longo de 15 anos, com foco na modernização do estádio, estrutura do CT e reforço no elenco profissional.

Enquanto isso, o Santa Cruz segue em campo disputando a Série D do Campeonato Brasileiro e já garantiu classificação para a próxima fase da competição.

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