Comandante coral destacou a importância da vitória elástica para a confiança do elenco, elogiou a atuação de Patrick Allan e criticou o calendário apertado já no início do Estadual.

O Santa Cruz iniciou a temporada de forma positiva. Em sua estreia na Arena, a equipe coral garantiu uma vitória importante por 3 a 0 contra o Decisão. Triunfo que foi construído principalmente graças a um início de jogo avassalador.
Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Marcelo Cabo não escondeu a satisfação com o resultado, mas manteve os pés no chão ao analisar o desempenho da equipe ao longo dos 90 minutos.
Para o treinador, o comportamento ofensivo nos primeiros momentos da partida foi o diferencial para garantir a tranquilidade no placar, que chegou a marcar 3 a 0 ainda no primeiro tempo.
“Resultado importantíssimo para a nossa estreia. O primeiro jogo gera muita expectativa e a gente teve um início muito bom, onde conseguimos abrir um placar importante de 3 a 0 dentro daquilo que trabalhamos e estudamos do adversário”, avaliou.

No entanto, o comandante admitiu que a intensidade não foi mantida durante todo o confronto. Segundo ele, o time sofreu um “apagão” tático e físico após abrir a vantagem, permitindo que o adversário gostasse do jogo.
“Depois do terceiro gol, a gente desacelerou um pouco o jogo e começamos a ter oscilações. Aos 30 minutos do primeiro tempo, afrouxamos a marcação alta e deixamos eles terem a posse”, explicou o técnico, revelando a cobrança no vestiário: “No intervalo, eu cobrei e corrigi isso. Pode ser que, inconscientemente, a gente acabe desacelerando, mas conversamos para que voltássemos para o segundo tempo como começamos o primeiro.”
Construção de elenco e o “camisa 10”
Com uma reformulação significativa no plantel para a nova temporada, o treinador pediu paciência à torcida quanto ao entrosamento ideal. Ele lembrou que o time ainda sente o peso da carga física de início de ano.
“Temos um time que começou hoje com 60% de caras novas, então isso requer tempo. Talvez na terceira ou quarta rodada a gente já esteja com um encaixe melhor, perto do 100% que eu quero. Ainda temos resquícios da pré-temporada, a perna pesada e o ajuste fino do passe ainda vai melhorar”, projetou.
Entre os destaques individuais, o meio-campista Patrick Allan recebeu elogios rasgados do treinador, que valorizou a montagem do elenco ao citar as diferentes características dos seus armadores.
“Eu fico muito satisfeito porque hoje eu tenho um ‘camisa 10’, que é cerebral, que é o Patrick Allan. E tenho outro, o William Júnior, que é muito intenso e dinâmico. A importância de um encaixar no perfil do outro é o que chamamos de montagem de elenco”, disse, completando sobre o titular: “A escolha do Patrick foi muito estudada. Ele é um baita profissional, não ficou fora de um minuto da pré-temporada.”
Calendário e mercado
Olhando para a sequência do campeonato, o técnico demonstrou preocupação com a tabela. O Santa Cruz volta a campo já na próxima quarta-feira para enfrentar o Maguari, adversário que, segundo o treinador, terá vantagem física.
“O Santa Cruz vai jogar três jogos em seis dias. A tabela não foi legal para nós. O Maguary jogou na sexta e joga na quarta; nós jogamos hoje, quarta e sábado. Na questão da recuperação, o Maguary leva vantagem, mas isso não é desculpa ou bengala. Temos que nos planejar para chegar saudáveis no jogo”, alertou.
Por fim, o técnico encerrou as especulações sobre o retorno do atacante Gilberto. Ele confirmou as tratativas, mas focou na valorização do grupo atual.
“A questão do Gilberto foi tratada pela diretoria. É um jogador que foi formado aqui e dispensa comentários, mas a negociação não se concluiu. Sinto muito, pois poderia nos agregar, mas sigo focado no elenco que tenho.”
Mesmo com a experiência no futebol, o treinador confessou que a estreia diante da torcida ainda mexe com o emocional.
“Até eu estava com frio na barriga. No dia que eu perder esse frio na barriga em uma estreia como a de hoje, eu paro com o futebol”, finalizou.










