
Às vésperas do amistoso contra a França, a Seleção Brasileira vive um momento de transição e desafios. Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira(25), o técnico Carlo Ancelotti e o atacante Vini Jr. projetaram o confronto, que serve como um dos últimos grandes testes antes da Copa do Mundo.
Mesmo com uma lista extensa de desfalques por lesão, o comandante confirmou que manterá a postura agressiva da equipe. Ancelotti reforçou sua intenção de escalar um quarteto ofensivo, mas alertou para a necessidade de compensação defensiva contra os franceses.
“O modelo de jogo que queremos propor é com quatro na frente. Queremos controlar o jogo, mas defender bem é muito importante para ter equilíbrio”, destacou o treinador.
Sobre o perigo imposto por Mbappé, seu antigo atleta no Real, o Mister foi direto: “É um jogador muito perigoso e efetivo. Temos que defender bem contra ele”.
A ausência de Neymar também foi pauta. Ancelotti, com sua habitual calma, afirmou que acompanha o clamor popular, mas prioriza a análise técnica: “Eu observo tudo, escuto tudo e depois tomo a decisão”, resumiu o técnico.
Vini Jr.: O Protagonista

Vivendo uma fase iluminada no Real Madrid, Vini Jr. assume cada vez mais o papel de liderança técnica e moral no grupo. Ao ser questionado sobre a pressão de ser a “cara” da Seleção na ausência de outras estrelas, o atacante preferiu focar no trabalho.
“Sei do meu trabalho e o quanto me dedico para estar preparado. Quero dar orgulho para o nosso país”, afirmou o camisa 7.
Sobre o status do Brasil para o próximo Mundial, Vini adotou um tom de cautela, mencionando o desempenho irregular da equipe nas eliminatórias.
“Acredito que não somos favoritos pelos resultados que tivemos, mas o peso da camisa e os jogadores que temos aqui contam muito”, pontuou o jogador.
O atacante brasileiro também falou sobre ausência de Neymar. Vini deixou claro que o camisa 10 do Santos é um ídolo pra ele. Além disso, o ponta frisou que sempre quer jogar com grande jogadores na seleção, mas que a decisão é de Ancelotti (com relação a presença de Neymar na Copa do Mundo).
A relação com Ancelotti, agora também na Seleção, foi apontada por Vini como um trunfo para o elenco. Segundo o atacante, o técnico tem a sensibilidade necessária para gerir o talento brasileiro: “Ele tira muita responsabilidade de nós, o que é importante. Ele entende como temos que jogar com tantos atacantes”.
O Brasil entra em campo amanhã buscando não apenas o resultado, mas a afirmação de uma identidade sob o comando do experiente treinador italiano. O duelo contra a França promete ser o termômetro real das ambições brasileiras para a Copa do Mundo.










